Sobre a Guerra, a Criatividade e a Evolução

Vamos tentar entender a guerra: é quando um grupo de pessoas que vivem dentro de linhas imaginárias, juntam um monte de armas e entregam para uma parte delas, para evitar que outras pessoas que também têm armas, e que também vivem dentro de linhas imaginárias, invadam ou tomem pedaços das suas linhas imaginárias para pegar as coisas que estão dentro delas. Parece um pouco confuso, não é? É porquê é.

Obviamente, o governo de um país tem o direito e o dever de preservar o território pátrio e a identidade cultural do seu povo, mas é a interação entre os povos que cria condições para o crescimento econômico. No mundo de hoje, os estados soberanos não têm mais a necessidade de invadir outros territórios militarmente, pois as nações se desenvolvem comprando e vendendo, criando e interagindo. Sério, eu não entendo a motivação de alguns líderes de governo, parece até que eles esperam ir descendo de nível até retrocedermos à monarquia absolutista.

A partir de um ponto de vista lógico, entendemos que, assim como a política, a guerra é um reflexo dos seres humanos. Desse modo, percebemos o quanto os seres humanos precisam evoluir em moral e dignidade, mas também em intelecto e consciência. Estes últimos, atributos que definem essa raça como uma raça de seres criativos, e que definem a individualidade. Unindo esses dois pilares, aprendemos a respeitar a individualidade dos outros, e a nossa própria, compreendendo que a vida é construída através da união das individualidades. Conhecimento e interação proporcionam um campo fértil para a concretização da criatividade, para a fluidez e para o desenvolvimento. E na época que compartilhamos, o conhecimento está mais acessível do que nunca, e a interação pode acontecer entre distâncias enormes e em muito pouco tempo.

A ITU (International Telecommunication Union) estimou que, no final de 2013, 2,7 bilhões de pessoas estariam conectadas à internet, isto é, 39% da população mundial. Desse número, 1,19 bilhões estão no facebook. O selfie da Ellen DeGeneres no Oscar teve mais de 3 milhões de retweets em menos de um dia e, definitivamente, entrou para a história.

A interação pessoal e a troca de experiências culturais e científicas pela internet, representam uma revolução em termos de conhecimento e criatividade. E como eu li em um tweet da Creative Future esses dias, “a indústria da criatividade é a espinha dorsal da nossa cultura e economia”, e acrescento: da evolução individual e da evolução social. Essa é a hora de entender que está tudo conectado e que podemos usar todo esse potencial criativo a favor de uma vida melhor.

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Sobre L. F. Barbosa

"NOSCE TE IPSUM"
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