Uma Bebida Mágica

Naquele dia viajamos cerca de 200 quilômetros para chegar à Westende. Uma simpática cidadezinha localizada – como diz o próprio nome – no extremo da costa oeste belga, onde viviam meus avós paternos. West Ende é holandês. Sim, nós falamos holandês na Bélgica; e alemão e também francês, depende da região. Naquele dia levantamos cedo e saímos de casa ao mesmo tempo que o sol acordava do seu sono. Já pela manhã sentíamos
o calor característico do verão. Sempre íamos para Westende no comecinho do verão, para a festa de aniversário da minha avó. Íamos pra lá duas vezes ao ano, todo ano era a mesma coisa, no verão a festa da minha avó e no inverno era o aniversário do meu avô. Raramente eles vinham para Brussels; apesar de ainda serem fortes e saudáveis, embora já fossem bem velhinhos, ambos evitavam cidades grandes. O que era muito bom para mim, uma vez que sempre gostei de visitar cidades pequenas para brincar em meio à paisagem bucólica dos campos, bosques e, nesse caso, também no mar.

No meio do caminho, já perto de chegar, passamos por uma daquelas chuvinhas finas que nessa época do ano se misturam ao calor e à luz do sol, e logo vão embora deixando aquele cheirinho gostoso de terra molhada e um vistoso arco-íris em meio às poucas nuvens.

Meu pai dirigiu por mais alguns minutos e logo cruzamos uma antiga e enorme ponte construída com rochas e imensas vigas de madeira; sinal de que em breve chegaríamos ao nosso destino.

Quantos anos eu tinha? Ah, não sei bem. Algo entre 10 ou 9, talvez. Mas deixe-me continuar:

Chegamos à velha casa dos meus avós. Ela ficava a cerca de 5 quilômetros do centro urbano e da praia. Rodeando a velha casa haviam vários campos nos quais meu avô cultivava trigo, lúpulo, cevada, aveia e milho. Ele produzia e comercializava a própria
cerveja há mais de cinqüenta anos; era um negócio de família que começou com o pai do pai do meu bisavô; meu pai dirigia a filial sediada na capital do país. Nos fundos da casa, protegida por uma cerca para que Wolff (o cachorro) não a destruísse, havia uma bela
horta cultivada pela minha avó, que além de tudo era uma exímia cozinheira. Ao lado da horta outra cerquinha, que protegia as galinhas do travesso cão, fazia divisa com o curral das vacas leiteiras. Depois disso havia um belo estábulo, todo pintado de branco, que agora servia de depósito para os ingredientes e para os barris de cerveja. Cercando tudo isso, árvores e mais árvores. Os vizinhos mais próximos ficavam a mais de 500 metros do
portão de entrada.

Chegamos lá bem antes do meio-dia e fomos recebidos pelos latidos entusiasmados de Wolff, que correra até a porteira assim que ouvira o barulho do carro se aproximando. Ouvindo os latidos do cachorro, meu avô apressou-se em ir receber os esperados
visitantes. O velho abriu o portão com um enorme sorriso, meio escondido por trás da espessa barba branca, e abraçou-nos a todos. Enquanto me cumprimentava com vigorosos tapinhas nas costas, disse:

– Pelas barbas de Odin! Você está enorme hem, Albert. Daqui a pouco vai ficar maior do que eu.

Meu pai só sorria, enquanto minha mãe repreendia meu avô com um olhar de fazer tremer qualquer um. Ela era cristã e, apesar de não ser radical nem nada do tipo, não gostava quando meu avô começava a me contar histórias fantásticas sobre antigos Deuses e espíritos que habitam as florestas.

– Vamos entrando, vamos entrando. – Nos convidava calorosamente. Depois, olhando pra mim, descreveu algumas das guloseimas que me esperavam – Sua avó fez speculaas, waffles com mel e morangos, e a torta de maçã com chocolate que você tanto gosta.

Enquanto meu pai guardava o carro, nós continuamos caminhando. Wolff nos seguia e pulava sobre nós tentando lamber o nosso rosto. Quando chegamos mais perto, minha vó
atravessou a porta da frente e correu na minha direção para me abraçar. Todo aquele carinho era por um lado incômodo e por outro lado cômico e muito agradável. Depois dos costumeiros mimos e de perguntas do tipo “como você está indo na escola?”, fui correndo direto para a mesa do café. Minha mãe e minha avó me acompanharam, meu pai e meu avô ficaram descarregando as malas, juntando-se à nós em seguida. 

Depois de comer tanto doce, eu tinha que colocar alguma energia pra fora. Como meus outros tios e tias ainda não haviam chegado, trazendo meus primos e primas, só me restou correr por todos os cantos do quintal “lutando” contra Wolff; em minha imaginação eu era Tyr, enquanto Wolff fazia o papel de Garm, o cão guardião de Hel contra o qual o Deus Guerreiro estava destinado à lutar no Ragnarök. As investidas carinhosas do peludo Wolff eram interpretadas como ataques furiosos do cão infernal, e eu devolvia com suaves empurrões e socos em câmera lenta acompanhados dos efeitos sonoros apropriados.

Sedento, após tanto esforço, corri para dentro de casa para tomar um copo d’água. Os adultos estavam todos distraídos, conversando na cozinha enquanto bebiam um café de cheiro forte. Resolvi descer até o porão, sempre gostei de admirar o estoque de cervejas do meu avô, fileiras e fileiras de barris e garrafas. Vez ou outra, quando ninguém estava olhando, e às vezes até com a permissão do velho, eu tomava um golinho de alguma bebida mais suave; sempre gostei do sabor amargo da cerveja. Abri a porta cuidadosamente, para que nenhum barulho pudesse chamar atenção, e desci as escadas na pontinha dos pés. Lá embaixo ligo a luz e o cômodo enorme se abre, revelando toda
aquela preciosidade. Haviam raridades guardadas ali há um bom tempo, e rótulos de vários países: Alemanha, Holanda, França, Espanha e até uma Inglesa que veio pelo mar. Caminhei até os fundos dos aposentos, onde num armário antigo o velho costumava guardar fumo de cachimbo e umas poucas garrafas de vinho. Eu nunca fumava de maneira alguma, mas achava que a folha do tabaco tinha um cheiro engraçado e gostava daquele aroma. Para minha surpresa, quando chego na frente do armário, me deparo com uma garrafa de cerveja a qual nunca antes havia visto. Maior do que as outras garrafas e também diferente no formato, sendo mais curta e larga; o vidro, tocado pela luz, brilhava num amarelo vivo. Já havia sido aberta e estava tampada por uma rolha; ao seu lado, um pequeno caneco de madeira evidenciava que alguém havia bebido há pouco. Em letras
vermelhas sobre o seu rótulo branco estava escrito em holandês a palavra “Diabo”. Em baixo, em letras menores e da mesma cor da cevada, “Uma Bebida Mágica”.

Fitei aquele recipiente com curiosidade. Seria algum novo tipo de bebida que o meu avô estava preparando para lançar no mercado? Bom, se fosse, eu queria ser um dos primeiros a experimentar. Confesso ainda que as inscrições na garrafa me instigaram. Não pensei duas vezes. Arranquei a rolha com cuidado e despejei um pouco do conteúdo na caneca. Meio que por acidente, acabei colocando mais líquido do que deveria. Com medo de ser pego no flagra, apressadamente sorvi um generoso gole. Ao levar a bebida à boca pude sentir o característico cheiro de cevada maltada, só que nesse caso bem mais marcante. Quando o fluído dourado entrou em contato com a minha língua, pude sentir o forte sabor, que já veio acompanhado de uma leve embriaguez. Nunca antes eu havia bebido algo tão forte. Agora era tarde, eu não podia devolver a cerveja à sua garrafa, nem tinha um lugar apropriado para livrar-me da bebida sem deixar vestígios, só me restava beber tudo de uma vez.

Subi as escadas meio tonto. De volta à casa notei que os adultos continuavam conversando na cozinha, da sala principal eu podia ouvir as suas gargalhadas. Caminhei meio cambaleante em direção ao sofá e me sentei. Wolff me olhava curioso, sabendo
que eu não estava em meu estado normal. Recostei meu pescoço num dos braços do sofá e estiquei as minhas pernas sobre ele. O teto parecia se mover lentamente. Por fim, peguei no sono.

Enquanto eu dormia, os mais velhos discutiam uma série de questões sobre a organização da festa e os afazeres daquele dia. Assim me contaram:

– Eu tenho uma pequena entrega para fazer. – Disse meu avô, dando um tapa no ombro do meu pai – Podemos todos ir juntos à cidade. Deixamos as senhoras fazendo as compras enquanto nós fazemos o nosso serviço, depois as apanhamos no mercado e voltamos pra casa.

– É uma boa idéia. – Aprovou meu pai.

– E o Albert? – Perguntou minha mãe.

– Parece que ele está dormindo no sofá. Brincou tanto que cansou e caiu no sono, tadinho. – Respondeu inocentemente a minha avó, desconhecendo o fato de que eu estava um tanto quanto ébrio.

– Ele pode ficar dormindo enquanto nós vamos lá. É coisa rápida. Quando voltarmos ele ainda vai estar dormindo. Nem vai perceber que nós saímos. – Falou o velho, rindo.

– Eu fico preocupada. – Minha mãe hesitou.

– Que é isso, mulher? Eu cresci aqui, o lugar é seguro. Wolff vigiará ele para nós. – Disse meu pai, tentando acalmá-la, enquanto já se levantava para sair.

E foi assim que quando eu acordei me achei sozinho naquele lugar imenso.

– Pai? – Chamei sem ser respondido. – Mãe? Vovô? – Nada.

Nem os latidos de Wolff eu escutei. Olhei pela janela e o vi dormindo do lado de fora, aproveitando uma sombra projetada pelo estábulo.

Subi as escadas procurando. – Pessoal, vocês estão aí em cima? –
Não tive retorno.

Lá de cima, enquanto procurava em cada um dos quartos, escutei uma pancada vinda no andar de baixo, como se algum objeto grande de madeira tivesse caído. Caminhei sem fazer barulho até a beira da escada e me estiquei para olhar enquanto protegia o corpo atrás da parede. Quando de repente uma vozinha áspera sussurrou em tom de protesto:

– Sshhh… seus desastrados! Prestem atenção no que estão fazendo. Eles saíram, mas ainda tem uma criança na casa. Temos que fazer tudo com o maior cuidado.

Meu corpo estremeceu e o meu coração disparou. Ladrões? Eu tinha que me esconder, se eles me pegassem sabe-se lá o que poderiam fazer. Mas o que eles poderiam roubar de valor naquela casa? Todo o dinheiro estava no banco e a minha avó não era conhecida por usar muitas jóias. A única coisa que de súbito me veio à mente foi: a cerveja!

Eu não poderia deixar que os meus velhos fossem lesados daquela maneira por alguma companhia rival. Era meu dever, como homem da casa, defender o nosso patrimônio! Me achando capaz de colocar medo em qualquer um, desde que nas condições certas, corri para o quarto dos meus avós para procurar a espingarda do coroa. Eu já sabia muito bem como funcionavam as armas, só não tinha força suficiente ainda pra segurar o coice de
um trabuco daqueles, mas isso não me impediria de colocar os larápios pra correr deixando até os sapatos para trás. 

Peguei a carabina e desci as escadas cautelosamente já com o cano preparado. Na sala principal pude ouvi os barulhos de garrafa tombando em garrafa que vinham lá do porão,
acompanhados de mais burburinho e repreensões em voz baixa. Percebi que se eu me colocasse na escada do porão, iria obstruir a única passagem, os ladrões não teriam por onde fugir e eu, inevitavelmente, teria que matá-los um por um, sujando minhas jovens mãos com o sangue daqueles infelizes. Por isso decidi me prostrar em frente à porta que dava acesso àquele cômodo e gritar com um tom de voz imperativo:

– Seus desgraçados, filhos de uma porca gorda, saiam com as mãos para cima antes que estoure o coro de vocês com chumbo quente!

Por um ou dois segundos se fez silêncio, mas logo o burburinho voltou, dessa vez com mais comedimento:

– Como é? Ele chamou a nossa mãe de porca gorda?

– Que fazemos?

– Parece que ele está armado…

– É só uma criança.

Parecia que estavam em maior número do que eu imaginava. Engoli minha própria saliva. Minhas mãos suavam frio e meu coração batia acelerado.

– Eh… É isso mesmo! Rendam-se e saiam logo! Antes que eu resolva descer, aí vocês não vão ter como correr, nunca mais!

Mais silêncio. Então voltaram a deliberar e chegaram à uma conclusão.

– Erh… que situação… – resmungou um deles antes de gritar lá de baixo – Meu jovem! Mandaremos aí pra cima um de nossos representantes. O digníssimo Lingfier. Ele não tentará nada. Só quer conversar. Caso você sinta maldade nele, poderá atirar à
qualquer momento.

Mais assustado do que antes, respondi:

– É bom que ele não tente bancar o esperto. Se não vocês terão um digníssimo representante a menos para falar por vocês.

O suor escorria pela minha testa. Usei a mão que segurava o cano da espingarda para limpar rapidamente, antes que o meliante pudesse alcançar o topo da escadaria.

Logo vi, por causa das muitas luzes que iluminavam aquele lugar, uma grande sombra aparecendo na parede que ladeava a escada. Fiquei morrendo de medo frente à iminência de um desfecho sórdido. Me afastei aos poucos e fui me proteger atrás de um dos sofás da sala, mas continuei de pé, apontando a espingarda na direção daquele obscuro portal, do qual qualquer coisa poderia sair para me enfrentar.

O tempo passou… e passou… e nada do tal representante aparecer. Continuei fitando o vazio da porta sem que nada se mostrasse para mim, quando não aguentei mais esperar, gritei:

– Malditos covardes! Não disseram que mandariam um “senhor não sei lá quem” para falar comigo? Vocês não são homens?

– Na verdade não!

O susto fez com que eu me virasse de uma vez para a esquerda e um reflexo puramente provocado pela tensão fez com que eu puxasse o gatilho. O estrondo ecoou pela propriedade como um trovão ecoa no céu. Wolff começou a latir, assustado. Na minha frente, quase imóvel, um homenzinho de menos de um metro de altura, nariz longo e fino, orelhas pontudas, cabelos e barbas vermelhas e uma careca brilhante, tremia em estado de choque. Uma pequenina cartola de cor verde-escura, combinando com as
roupas do homenzinho, rolava no chão com um enorme buraco de bala no meio.

Um segundo depois do disparo ouvi, meio sem reação, a gritaria dos outros vindo de lá de baixo. Eles estavam subindo as escadas. Logo apareceram. Todos baixinhos e usando roupas verdes, marrons e laranja, só que ao invés de uma cartola, todos usavam boinas, evidenciando a distinção do primeiro que se mostrou. Foi uma imensa confusão enquanto todos bradavam e falavam ao mesmo tempo:

– Está louco?

– Porquê você atirou?

– Quer matar o nosso chefinho?

– Se quiser matá-lo, terá de matar a todos! – disse um deles abrindo os braços e colocando-se na frente do grupo.

Eu estava completamente paralisado ante aquele espetáculo. Os ladrões não pareciam seres humanos comuns. Do nada, fui puxado pelos pés e cai de costas. A segunda bala estourou cano a fora, abrindo um rombo no teto. Logo todos pularam em cima de mim. Wolff tentava alcançar a janela em vão. Me tomaram a arma enquanto gritavam, pedindo para eu me acalmar.

– Não lhe faremos mal algum. Prometemos.

Quando voltei a mim e me aquietei, vi o mais velho do grupo, o único de barba grossa, aquele do qual eu tirei a cartola à chumbo, sentado no sofá enquanto um dos seus assessores lhe servia uma caneca de alguma bebida (provavelmente cerveja mesmo).

– Quem são vocês? – Perguntei finalmente.

Depois de uma longa golada na caneca e de um suspiro de alívio, já mais calmo, o chefe da trupe respondeu.

– Somos trabalhadores.

– Não são ladrões? – Indaguei, ainda um pouco desconfiado.

– De modo algum!

Os outros balançavam a cabeça me reprovando duramente.

– Temos uma parceria muito antiga e lucrativa com os seus antepassados. Há mais de mil anos nós temos desenvolvido juntos algumas das variedades de cerveja mais apreciadas. Agora, com os novos tempos e tecnologias como automóveis e outras máquinas à vapor, a produção tem tido uma demanda muito maior, por isso não podemos deixar passar qualquer oportunidade de trabalhar, o que exige muita organização e esforço da nossa parte.

Fiquei quieto por alguns segundos, digerindo aquela informação, que me foi passada de maneira deveras autentica e franca, admito.

– Eu pensei que tudo hoje era feito nas fábrica… – Eu disse.

– Precisamente. – Continuou o pequeno trabalhador. – Aqui, em parceria com o seu avô, só conduzimos os experimentos e o desenvolvimento dos novos sabores, além das sutis mudanças em algumas das marcas antigas. Agora mesmo estamos trabalhando numa pale ale, dourada como o sol e forte como um relâmpago.

– Eu sei, eu acho que foi essa que eu bebi hoje mais cedo. – Falei sorrindo.

– Então o Senhor foi um dos primeiros a experimentar aquele sabor fantástico. O que achou?

– Boa. Muito forte. – Ri. – Achei o nome bem peculiar.

– Ah, o nome é provisório. Foi uma brincadeira de um dos nossos companheiros, que a provou e se surpreendeu com a sua intensidade. Obviamente, nos dias de hoje, não podemos comercializar com esse nome, por causa do medo, do misticismo e da superstição; prerrogativas dos não muito inteligentes. 

Ouvir aquilo vindo de um duende até hoje me faz pensar.

– Bom, se vocês quiserem continuar trabalhando, fiquem à vontade. – Tentei com isso tranquilizá-los. – Eu posso ficar olhando?

– É, até que gostaríamos de continuar trabalhando, mas já se passou muito tempo e seu avós já devem estar retornando, e trazendo os seus pais. Ademais, depois de toda essa confusão, é melhor que todos descansemos antes de voltar ao labor.

– Desculpe-me por todo o mal entendido.

– Não se preocupe. Também foi em parte culpa nossa. E, certamente, do meu ajudante desastrado que derrubou um pequeno barril de madeira. – Disse o chefe, olhando de cara feia para um dos duendes mais jovens, que por sua vez disfarçava olhando para o chão e coçando o queixo.

De repente os latidos de Wolff se afastaram da casa e ouvimos um barulho de motor se aproximando.

– Eles chegaram, temos que ir! – alertou um dos pequeninos.

Todos saíram correndo e começaram a pular por uma das janelas que ficava nos fundos.

– O que eu digo pra eles? – perguntei, temeroso.

– Invente uma desculpa. Use a imaginação! – disse Lingfier, enquanto fugia apressado.

*

Fim.

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"NOSCE TE IPSUM"
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